26.1.09

From London to the world...

A poucas horas da partida, chega, arrastada e lenta, a inevitável nostalgia do dizer adeus, até à próxima.
A certeza do querer voltar, a vontade do ficar, a procura de agarrar o que escapa entre os dedos, quando os ponteiros correm no relógio em direcção a outros portos, em direcção a outras horas.
Bom, sempre bom. Mais, sempre mais.
Interminavelmente apetecível, porque mais queremos o que não se agarra, o que não se prende senão por meio de rudimentares aparatos do nosso esqueleto emotivo.
E mesmo sabendo que existe sempre na partida a frescura implícita de um olá, de forma irremediável e certa nos custa sempre tanto dizer um adeus. É só uma palavra.
Bom sinal quando nos custa, não é a mágoa nem a tristeza, antes a alegria e a certeza da vivência plena, a imensidão do inexplicável a tomar conta de nós.
Uma parte fica sempre, que deixo minha aqui, para que um dia a possa resgatar :)
(devaneios pouco salutares da mente humana, em divagações perfeitamente ridículas e ao mesmo tempo aceitáveis, na hora incerta, no sítio sem nome)

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